A IMPORTÂNCIA de não se fazer NADA!

Comecei a pensar na importância de tirar um momento do meu dia para não fazer nada, quando uma vez comentei que estava com dor de cabeça com um amigo, e ele exclamou:

_ Você pensa muito, não é?

Imediatamente, respondi com muito orgulho:

_ Sim, eu amo pensar!

Ele me explicou sobre chakras, concentração de energia, entre outras coisas… e me sugeriu meditar. Respondi “na lata”:

_ Ah, já tentei, não gosto não…

Calmamente, ele me disse:

_Ok, então fique um tempo parada, sem fazer nada…se quiser pode olhar através da janela, a paisagem, apreciar a natureza e procure não pensar em nada, só observe…

Não era a primeira vez que eu me deparava com o tema…

Inicialmente, foi de forma mais humorada, quando há alguns anos, eu assisti uma das mais fantásticas atuações de Jerry Seinfeld, o Rei do Stand-up Comedy (comédia feita por um comediante de pé, de cara limpa, sem cenário, sem figurino, com texto de sua autoria)!
Seinfeld fez a Série que leva o seu nome por 9 temporadas!
Conta-se que recusou 5 milhões de dólares por episódio para fazer a 10ª…

Em uma de suas entrevistas, depois do final da Série, no David Letterman Show, ele teve ao meu ver, um momento fantástico de stand-up, quando começou a contar o que as pessoas lhe perguntavam, sobre o que ele andava fazendo, desde que terminou a Série. E sua resposta foi brilhante:

_ NADA!

E arrancou gargalhadas da plateia com seu time perfeito!

Ainda acrescentou, que fazer nada, requer uma grande atenção, porque quando você se propõe a fazer nada, é preciso estar atento, pois quando você menos espera, você está fazendo alguma coisa.

Perde-se, então, todo trabalho anterior de não fazer nada!
A plateia responde com mais gargalhadas!

É verdade!

Fazer nada, requer maestria, não é para qualquer um, é preciso uma certa experiência…

Experiência esta que Mark Gungor palpita que o homem leva mais vantagens nisso do que a mulher!

Mark Gungor é um Pastor e Palestrante americano, muito bem humorado, especializado em palestras e seminários tendo como temas, matrimônios e relacionamentos.
Em um desses seminários, Mark Gungor aborda sobre as diferenças entre o cérebro masculino e feminino. E num momento de profunda excelência, ele fala sobre o cérebro feminino e seus emaranhados fios, onde todos se conectam ininterruptamente, comandados pela emoção.
Já o cérebro masculino estaria dividido em caixas, que de acordo com a necessidade e o tema são acessadas uma a uma, e jamais misturadas.
Uma delas, segundo ele, a favorita dos homens: a fantástica “Caixa do Nada”.
Uma caixa sem nada dentro!

Se você é homem decerto a conhece muito bem, e se é mulher, certamente já se deparou com seu companheiro parado, estático… e você curiosa, pergunta:

_ O que você está pensando?

_ Nada

Responde ele tranquilamente…

Mark Gungor também diz que o cérebro do homem, ao passar por um estresse, a primeira coisa que faz é recorrer a “Caixa do Nada”.

Até assistir ao vídeo desta palestra, eu nunca acreditei que os homens não estivessem realmente pensando nada.
Para mim seria quase impossível um ser humano racional, não estar pensando em alguma coisa.
Confesso que em alguns momentos até criei algumas situações:

_ Como alguém pode não estar pensando em nada??? Hello, tem alguém em casa?

Porém, depois passei a não só acreditar que eles podem não estar pensando em nada, me envergonhar pelos “Hello, tem alguém em casa?”, como também passei a invejá-los!

Lógico que uma inveja branca, claro, uma inveja do bem…

Ah… adoraria acessar facilmente esta tal “Caixa do Nada”… só acioná-la e pronto, estaria lá… eu no vazio, relax total…

É impressionante que depois disso, só me chegam mais e mais informações sobre a importância de não se fazer nada, como o Clube do Nadismo, por exemplo!
Criado em Londres pelo designer Marcelo Bohrer que, depois de ter um burnout (também chamada de síndrome do esgotamento profissional), resolveu através de experiências, entender porque hoje em dia as pessoas não conseguem parar.

Observe que não estou negando a importância de se ter objetivos, metas, foco, que isso fique claro. Nem mesmo estou falando do Ócio Criativo, de Domenico De Masi, mas sim, de parar de vez em quando, que nem você alonga os músculos, porque já está há muito tempo usando o computador e não quer desenvolver LER (Lesões por Esforços Repetitivos)/DORT (Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho), da mesma forma é valioso parar e esvaziar a mente, não fazer nada, meditar, sei lá…

Encontre uma forma que seja mais adequada para você, e dê ou não a ela o nome que quiser, o importante é ter momentos de não fazer NADA!

Até a próxima!

_ Nada… nada… nada… zzzzzzzz

_Êpa! Ainda bem que eu ainda estava aqui, dormir não vale!

Dormir é fazer alguma coisa, lembre-se: o importante mesmo é não fazer NADA!

Magaly Evangelista

Ficou curioso? Divirta-se:

Seinfeld em David Letterman
Mark Gungor – Men’s Brain and Women’s Brain
Clube do Nadismo

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UM DESAFIO: CHEGA de lamentação!

Qual a música de fundo da sua vida?

Que letra tem ela?

Ela é alegre, é triste?

Quando você vai cantá-la para alguém, de que jeito é?

Como é a reação da outra pessoa ao ouví-la?

Pois é… a gente nem percebe, mas temos uma historinha para contar sobre nós, a cada pessoa que encontramos (na fila do banco, na padaria, na ante sala do dentista…), qualquer pessoa que conhecemos, seja pela primeira vez ou não.
Em geral, é bem mais fácil perceber esta “música”, quando você liga para uma amiga para por o “papinho em dia”. Ou encontra por acaso aquele amigo que você não vê há muito tempo…

O que você costuma dizer sobre você?

Por mais que você disfarce, você libera em uma simples conversa: hábitos, valores, crenças…

E esta forma e também o tipo de conteúdo (que está dentro desta “musiquinha”), pode fazer uma grande diferença na vida da gente.

Muitas vezes esta música, ou esta história que estamos sempre contando, são “pontas de icebergs” de muitos boicotes que fazemos conosco, e nem nos damos conta: o famoso lamento. Conhecido também como ladainha ou queixa.

Costumo sempre dizer, que o lamento é que nem a gente andar na esteira da academia, a gente anda, anda… e não saímos do lugar.

Ao lamentar nos condenamos a ficar girando eternamente no mesmo lugar, na mesma situação, bem envolvido no problema, mergulhando, cada vez mais, nele.

E, dentro dessa situação, como enxergar a solução?

É focando na solução que a encontraremos, e não focando no próprio problema.

Gosto muito do conceito de “Problema” da Programação Neurolinguística (PNL), ela desmistifica esta palavra que para muitos, pode ser um drama maior do que, muitas vezes, a questão merece.

Problema para a PNL, nada mais é que a distância entre o Estado Atual e o Estado Desejado, ou seja, a lacuna que existe entre onde você está agora, para aonde você quer estar!

Sabendo disso, não já muda muita coisa?

Ao meu ver, pensar na palavra problema desta forma, já é um grande adianto na vida! E acrescido de aprender a dar uma basta na lamentação é outro!

Uma das coisas que mais percebo, é a tendência da grande maioria dos seres humanos a vitimização. Até mesmo quem mais se estuda, se observa, e pratica o fato de assumir a responsabilidade de seus atos e escolhas, está sujeito a cair nestas pequenas (grandes) armadilhas.

E a sensação de vitimização é um prato cheio para o início de uma boa lamentação…

E como fazer para dar um basta nesta lamentação?

O escritor T. Harv Eker, no seu livro “Os segredos da mente milionária”, sugere a prática de um exercício, que começa estando atento, a não se colocar num estado de vítima, que segundo ele tem 3 pistas. São elas:

– A culpa é dos outros.
– Sempre há uma justificativa.
– Viver se queixando.

Então, que tal assumirmos a responsabilidade de nossos atos e escolhas?

E o grande desafio que o autor lança, quero também lançar aqui, para você se livrar de uma vez por todas, deste péssimo hábito de reclamar, lamentar ou no popular “chorar as pitangas”:

“Eu o desafio a não reclamar de nada durante os próximos sete dias. E não apenas em voz alta, na sua cabeça também. Porém você terá que fazer isso nos próximos dias inteirinhos.”

São apenas sete dias, e sei que será algo que você agradecerá por toda a vida!

Boa sorte, com sua nova música!

Magaly Evangelista

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ENTENDENDO O PERDÃO

Perdoar. Esta é a palavra que talvez seja para muitos a mais difícil do dicionário, já que quando nos magoamos (em geral por alguém que gostamos), ficamos tanto tempo revivendo mentalmente a situação, que a coisa parece que não vai passar nunca.
… E vamos colocando aquele sentimento no cantinho, no fundo do baú do coração e vamos vivendo como dá…
O tempo passa, e outra situação do mesmo tipo acontece, e de novo: colocamos o sentimento no baú… e vamos guardando, empilhando, colecionando decepções e desafetos… Um verdadeiro amontoado de mágoas, até que o baú fica tão cheio, que ou você pára e deleta, joga fora, expurga ou a vida, literalmente, empaca. Pára tudo, TRAVA.
E como não empacar?
Aprendendo a perdoar! Na linguagem atual: limpando a lixeira.
_ Ai meu Deus, lá vem esta palavra de novo, você pensa .
Seus amigos dizem:
_ Você precisa perdoar!
E você responde:
_ Ok, já percebi que preciso, mas como faço?!

Quando estamos magoados dizemos coisas cheias de emoção:
_ Eu nunca vou perdoar.
Eu já ouvi coisas como:
_ Nem se Jesus descer de novo à Terra, eu perdoo fulano de tal.
Ou:
_ É melhor ela esperar meu perdão deitada, porque em pé vai cansar!

Blá blá blá… tudo blá blá blá… porque traduzindo tudo que você está falando é:

_ Vou me envenenar etenamente.
_ Nunca me libertarei desta situação.
_ Estou amarrado a esta pessoa para sempre.
_ Eu mereço este castigo.

Sim, porque é isso que a falta de Perdão faz, te amarra, te segura, te prende, te associa a uma pessoa para o resto da vida e, a depender das suas crenças, quiçá por toda a eternidade.
E, muitas vezes, uma cena que durou segundos na sua vida, é repetida e repetida milhões de vezes na sua mente. Perturbando, tomando grandes proporções e causando danos a quem??
VOCÊ.
Porque geralmente o suposto algoz nem tomou conhecimento que você se magoou com ele.

Por muito tempo eu também pensei assim, até o dia em que entendi como a coisa funciona.

O primeiro ponto que é valioso esclarecer, nesta questão do Perdão é se conscientizar de uma vez por todas que:

– Perdoar, não é esquecer o que aconteceu.
– Perdoar, não é negar o fato.
– Perdoar não é voltar a ser o que era antes da ofensa.
– Perdoar o outro não significa desculpá-lo.
– Perdoar não é concordar com o outro.
– Perdoar não é voltar a conviver com o ofensor.

O segundo e mais valioso ponto é saber que Perdão é um ato de amor que você faz a si mesmo.
Sim, porque quando você não perdoa, faz mal de verdade a uma única pessoa: VOCÊ.
E quando você perdoa, advinha quem é a pessoa mais beneficiada? Acertou: VOCÊ!

Então, até por um ato de egoísmo: PERDOE!
Perdoe por você, liberte você, desamarre você!

O mais importante disso tudo, porém, é se distanciar um pouco da situação, e perceber que todos, inclusive nós, estamos sujeitos a erros e equívocos, e decerto se estivéssemos na outra posição, do outro lado da moeda, gostaríamos muito de receber o tão famoso Perdão.

Finalmente, lembre-se de que as pessoas sempre procuram fazer o melhor que elas podem naquele momento, e que lá no fundo, sempre existe uma boa intenção em uma atitude de alguém, por mais que pareça esdrúxulo a princípio pensarmos assim.

Estamos todo tempo optando que caminho seguir, afinal a vida é feita de escolhas, e com elas é que vamos criando nossa realidade.
Se nos colocarmos 100% responsáveis, compromissados com a qualidade da nossa vida, sem dúvida, nela não haverá espaço algum para nada que não tenha a ver com progresso, crescimento, evolução, expansão e claro, a minha palavra preferida: Bem-estar!

Deixo você na companhia, da frase do escritor e filósofo americano Ralph Waldo Emerson: “Tome cuidado no que você coloca todo seu coração, pois isso certamente deverá ser seu.”

Magaly Evangelista

30/04/2009
* Publicado no Jornal EU SOU UMA AVENTURA em Maio de 2009.

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CAIXA MÁGICA

Mais uma vez a Caixa Mágica já fazia parte da minha vida de forma intuitiva.

Desde muito cedo, principalmente na adolescência, tinha o hábito de recortar figuras que me agradavam aos olhos, porém eu não guardava. Eu fazia cartões, colava em cartas e saía distribuindo para os amigos e amores em dias especiais… coisas que eu ia recolhendo da minha forma de ver o Universo! (Será por isso que tenho muitos amigos?)

Mas eu comecei mesmo a usar isso de forma deliberada quando mudei de profissão. Eu trabalhava num Banco e também era atriz, tinha decidido investir total e exclusivamente em Teatro. Fui para São Paulo e lá comecei a visualizar o que queria profissionalmente, como eu gostaria que caminhasse minha carreira. Eu sabia que queria aprender o máximo e que gostaria de estar com os profissionais que admirava. Principalmente, os atores da “velha guarda” que tanto me inspiraram quando criança.

Então peguei uma foto 3 x 4, e recortei fotos coloridas de revistas e jornais de todos atores que eu achava competentes e talentosos. Toda foto 3×4 é muito feia, não é mesmo? Pois é… imaginem só minha foto 3 x 4 e a foto dos outros atores lindos e sorridentes…

Fiz um cartaz grande, no meio colei minha foto e fui colando os outros artistas como num mosaico. Quanto mais eu admirava o ator, mas perto de mim eu colocava sua foto. Até preencher toda a folha de papel. E, acredite se quiser, eu não só conheci a grande maioria deles, como tive a honra de trabalhar com TODOS que colei mais perto de mim.

Hoje, quando lembro desse painel, fico impressionada com a força do pensamento, e penso: Por que eu não coloquei o Brad Pitt bem pertinho de mim? (…)

Brincadeiras a parte, hoje tenho não só uma Caixa Mágica sugerida pelos Abraham, como tenho um Cartaz como ensina a PNL (Programação Neurolinguística), e como tenho também uma pasta que chamo de Caixa de Criação, no meu computador. Esta última eu uso muito. Estou sempre buscando fotos novas que tenham a ver com meus sonhos atuais e passo horas apreciando o que quero como se já o tivesse. E isso me dá um bem-estar tão grande que não é possível que não funcione!

Afinal, como diz Gasparetto a gente tem de seguir o que nossa alma quer. E o bem-estar que tanto falam os Abraham é o termômetro que estamos no caminho, alinhados com nosso desejo e, consequentemente, com a essência da nossa alma.

Magaly Evangelista

19/09/07

* Publicado no jornal EU SOU UMA AVENTURA em Setembro de 2007.

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EU E O SEGREDO

O Segredo faz parte da minha vida há muito tempo, só não sabia dar nome aos bois.

A compreensão, porém, veio através do livro “Alegria e Triunfo” de Lourenço Prado. Livro que me foi receitado pelo meu médico baiano homeopata, infelizmente, já falecido Dr. Miguel Doudaklian. Ele tinha o hábito de me receitar remédios e livros… sábias receitas… O início de tudo! Penso que hoje ele se orgulharia muito das minhas constatações.O livro me acompanhava para qualquer lugar. Houve uma época em que nada me fazia sentir bem a não ser ler este livro…

Depois de ler oito vezes, tive um estalo, observando o sétimo parágrafo da página 32 do livro, então pensei:

_ E se Deus já nos deu todo poder, só a espera de nós percebermos?

Senti um vazio na cabeça… estava só no meu apartamento em Ipanema… pulei e exclamei em voz alta:

_ Descobri o segredo da vida!

Porém não seria ali que eu colocaria em prática de forma deliberada…O dia a dia, ligada no “piloto automático”, fui me afastando de mim e deixando de entrar em contato com esta descoberta tão importante.

Segui minha vida lendo muitos livros que decerto estavam me deixando mais próxima do Segredo. Eu tinha verdadeira paixão por temas: como universo paralelo, inconsciente coletivo, poder cerebral, até chegar ao meu conhecimento o documentário “Quem Somos nós?” Daí o resto foi pura Lei da Atração em mais alto grau, tudo ia acontecendo e, cada vez mais, eu ia atraindo pessoas, artigos, cursos, e-mail’s, comunidades, tudo que tinha a ver com O Segredo. E o ápice, foi tomar conhecimento dos Abraham, estes seres Não-Físicos que se comunicam com a Esther Hicks transmitindo de forma tão generosa e clara a Lei da Atração.Cada dia me torno mais feliz, cada dia me aproximo mais de mim, do autoconhecimento. Cada dia sinto mais o famoso Bem Estar tão pregado nos ensinamentos dos Abraham!Tudo isso me faz hoje um ser humano completamente diferente de antes, conhecedora do meu poder, dona do meu próprio destino! E isso é indescritivelmente maravilhoso!

Eu queria que todo mundo pudesse ter a oportunidade de se sentir assim! E no meu dia a dia faço com que mais pessoas possam sentir este Bem Estar, porque se mais pessoas descobrirem isso… nossa! O mundo será tão melhor…

Em tempo, preciso dizer que outras ferramentas me ajudam a manter todo este entusiasmo: a PNL (Programação Neurolinguística) principalmente através do Anthony Robbins, e um ser humano, brasileiro e tão especial, chamado Luiz Antonio Gasparetto.

Se fosse dar uma receita, eu misturaria: Abraham, Anthony Robbins, Gasparetto e EFT (Emotional Freedom Techniques em português Técnicas de Libertação Emocional) que é certeza de sucesso total!

Namaste!

Magaly Evangelista

*Publicado no Jornal EU SOU UMA AVENTURA em Agosto/2007

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