Autoperdão

Pré-requisito para ser feliz!
Quando você descobre que é você quem cria sua própria realidade, através das suas escolhas, em geral, acontecem duas coisas: uma boa e outra ruim, ou melhor, uma não tão boa…
Qual você quer saber primeiro, a boa ou a ruim?
A boa?
Ok.
A boa é que ao criar sua própria realidade, e ter consciência disso, você pode passar a conduzir sua vida deliberadamente!
Agora que está claro que você é um grande criador de realidade, e pode preencher seu destino de forma muito mais apropriada, fazendo as melhores escolhas, passa a ter um poder nas mãos que antes sequer imaginava…
Uau! Tenha certeza de que isso é fantástico!
– E a ruim?
A ruim, ou melhor, a não tão boa, é que de repente, você se dá conta de que o seu grande e maior algoz pode ter sido você.
– Eu????
Sim, pois ao fazer escolhas mal feitas, você pode ter gerado uma vida muito aquém de suas reais capacidades, até mesmo, uma vida nada agradável.
Talvez antes, sem esta percepção, fosse mais fácil, por a culpa no outro, no vizinho, em seus pais, no cachorro, em Deus, enfim… Mas agora que você tomou consciência de que a questão pode ter sido você, a coisa muda de figura.
E eis que chega a importância de entender o quanto se autoperdoar pode ser, em alguns casos, muito mais importante do que perdoar o outro.
Perdoar pode parecer um verbo difícil de pronunciar, imagina conjugar. Afinal, nós nos consideramos os eternos corretos, acima do bem e do mal, e nunca, jamais, em tempo algum, cometemos algum erro com alguém…
E com estas regras tão firmes, estas crenças tão arraigadas sobre tudo, óbvio que quando somos nós os que estamos na berlinda, seremos julgados com as mesmas leis severas que criamos para tudo e todos que estejam ao nosso redor.
Surpreso? Pensou que nunca cairia nas suas próprias garras, no seu chicote… Ops… Leis?
Pois é… Chegou a hora de nós sermos os nossos cobradores, meu amigo. Aí o “bicho pega”.
Podemos ser muito mais rígidos, carrascos e crueis conosco do que um dia fomos com alguém. Afinal de contas, como eu, uma pessoa tão correta, blá blá blá… pude fazer uma coisa dessas??
E sem nenhum pudor decretamos: – Eu não tenho perdão.
E o que é pior, consideramos o caso irrevogável, nos condenamos a uma prisão perpétua, dentro de nós.
Vamos analisar: quando somos crianças e aprendemos a escrever, a gente erra bastante, correto?
Quem nunca escreveu você, com “ç”? Muita gente já, e escreve até hoje….
Eu nunca escrevi você com “ç”, mas adorava passar traço em “L” e deixar o “T” sem traço, para o grande prazer da caneta vermelha da minha professora de Português.
E qual o problema nisso?  Você se crucificava aos 7 anos cada vez que a professora enfeitava de vermelho sua prova, consertando sua ortografia?
Claro que não…
E quando éramos bebê, então? Ainda envolvidos em nosso bem-estar natural, quando caíamos ao tentar dar o primeiro passo de pé, sem a ajuda da mamãe, não estávamos nem aí… Podíamos até chorar, se ao cair batêssemos mais forte alguma parte do nosso corpo, mas em geral, levantávamos, dávamos uns tapinhas na nossa fraldinha limpando as mãos, e  seguíamos em frente… “Numa boa”…
Você pode me dizer:
– Mas esses erros são perdoáveis, faz parte do processo.
E eu te respondo:
E os erros que você também cometeu, por mais graves que possam ter sido, segundo seus padrões ou os padrões da sociedade, esses erros também fazem parte do seu crescimento, do seu aprendizado, do seu processo.
É importante lembrar que cada um só dá o que pode, e que sempre fazemos o que melhor podemos diante de uma situação, mesmo quando não estamos conscientes disso…
Tem um pressuposto na Programação Neurolinguística que diz:
Todo comportamento tem uma intenção positiva.”
 
Em geral, as atitudes que tomamos, sempre são pensando em algo positivo para nós.
Muitas vezes, este algo positivo não se apresenta na superfície da coisa, mas quando adentramos mais na verve da questão, percebemos que, no fundo, tudo que a pessoa queria ou precisava, era paz, amor, bem-estar, liberdade… Enfim, algo que a fizesse se sentir melhor.
E como se autoperdoar?
Você pode ficar até bravo comigo, mas a primeira coisa para se autoperdoar é sair da energia do drama.
Parar, pensar, e entender por que você escolheu tal ou tal caminho ou atitude. E, depois disso, tirar o peso das costas e seguir em frente!
Nessa de não se perdoar, ou melhor, de continuar se punindo por algo que já se foi punido, ou seja, de prolongar e arrastar a dor, é uma forma de nos manter longe dos milagres, ou seja, das coisas boas da vida, do bem-estar, da prosperidade, do amor, etc… Não nos perdoamos, porque achamos que ainda não pagamos segundo nossas próprias leis o que fizemos.
Será que já não foi sofrimento suficiente?
São nossas próprias crenças que nos aprisionam.
E sabe o que tem de maravilhoso nisso?
É que está em nossas mãos e apenas em nossas mãos, o poder de nos libertar!
Funciona assim: você se aprisionou e é você quem se liberta!
Como?!
Questionando suas crenças…
Você sabe o que é uma crença?
Um pensamento que você deu tanta força e atenção que virou hábito, que você deu mais força e virou um paradigma, uma lei.
Como aquele brinquedo japonês, lançado em meados dos anos 90, chamado Tamagotchi, que tem um bichinho que damos comida, amor, carinho, atenção e ele fica vivo. E quando paramos de dar tudo isso, ele morre.
Pois é, a crença quer positiva ou negativa, é como o animalzinho virtual de estimação do Tamagotchi, ele só vive se você o alimenta.
Se a crença é positiva e impulsionadora dê muita força para ela, dê toda comida que você puder para fortalecê-la cada vez mais!
Se a crença for negativa e limitante, simplesmente pare de dar comidinha a ela.
Percebe?
– Falando assim parece fácil, mas na prática…
Pois é, como nenhum atleta tem músculos, sem se exercitar, muito menos ganha medalha sem treinar, você também precisará se observar e aprender a que tipo de crenças você dará comidinha e quais crenças você fará dieta!
– E como perceber que estou alimentando a crença certa?
Observando como se sente. Isso não falha!
Sua crença faz você se sentir bem? Dá comida gostosa para ela.
Sua crença faz você se sentir mal? Fecha a boca.
Simples assim!
Você tem buscado tanto a felicidade, e talvez não tenha entendido ainda que a felicidade está  no processo. E estar bem consigo mesmo é de suma importância para desfrutar melhor este caminho em que o autoperdão é pré-requisito… É um passaporte para ser feliz!
Pensando assim e de volta aos trilhos, você poderá resgatar seu sucesso, alegria, amor, prosperidade e espiritualidade. E, quem sabe, até perceber que a missão é muito maior, estamos aqui para aprender, trocar, crescer e expandir!
E não existe algo que possa expandir mais o Universo do que o perdão!
Deixo você na companhia do fantástico escritor uruguaio, Eduardo Galeano, quando diz:
“Quando se ama de verdade, no amor, na amizade, amam-se as luzes e as sombras de cada pessoa ou de cada lugar.”
Magaly Evangelista
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