Apaixone-se!

Parafraseando a música cantada pelo meu querido amigo Henrique Teles da Banda Maria Scombona…

Quero que você me diga o nome de 20 amigos!
João, Antonio, Janete, Mariana, Zé Ricardo, Gustavinho, Marcão, Ana Maria, Pedro Paulo, Renato, Carlinhos, Vicente, Milena, Araci, Paulão, Beto, Aline, Osvaldo, Soninha, Maria Alice…
E Você, tem amigos?
Você tem um melhor amigo? Alguém que você pode dizer: este é especial, amigo-irmão, posso contar para o que der e vier, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença ?
Ah… você tem mais de um amigo com este perfil? Olha só… que coisa boa!!!
O que? Você tem muitos amigos assim?
Uhuuuuuuuuuuuuuuu!!  Isso é realmente fantástico!
Agora chega aqui bem pertinho:
Você é amigo de si mesmo?
(…)
Sei…
Entendo, você não imaginou que valia por você mesmo na lista… com certeza, foi isso…
Pois é… Este é meu tema de hoje: você é seu amigo?
Agora sejamos sinceros, pare e pense um pouquinho:
Como você se trata?
É muito exigente com você?
Grita ou berra com você?
Irrita-se facilmente com você?
É intolerante?
Não admite erros?
Traz você na “corda curta”?
Hum… devo chamar a sua atenção que se eventos assim estão acontecendo e se repetindo, isso não pode dar em boa coisa…
Você conhece gente que fica muito bem rodeada de pessoas, ou mesmo acompanhada de uma pessoa, mas que quando fica só, com seus botões não fica bem?
O Luiz Antonio Gasparetto, que se auto-entitula de Espiritualista Independente, tem uma frase fantástica, que diz: “Deus te fez para você. E você vai conviver com isso pela eternidade.”
Sempre que leio esta frase, penso: se é para a eternidade, melhor que eu seja meu amigo, não? E o mais rápido possível…
Voltando a nossa conversa ao pé do ouvido…
Eu já passei por isso, estava tão atribulada com as coisas lá fora, no corre-corre diário da vida e ainda não tinha conhecimento que eu criava a minha própria realidade, através das minhas escolhas, que caí nesta cilada, nesta grande armadilha que é não ser meu melhor amigo…
Quer dizer, eu estava bem longe de ser meu amigo, quiçá melhor amigo.
Nesta época, eu queria qualquer companhia menos a minha. Imagine só… no que isso poderia dar?
Eu não só não era meu amigo, como sinceramente me tornei meu pior inimigo.
_ Como assim? Nós podemos ser nosso inimigo, fala sério! _ Você diz.
Sim, podemos.
Quando nos distanciamos de nós e nos colocamos a nossa frente, lutando contra nós, aí sim temos um grande inimigo. Pois só nós conhecemos nosso código de barra, nossos pontos menos fortalecidos. Traduzindo: só nós podemos ser a nossa kryptonita.
E isso é maravilhoso, pois o poder está em nossas mãos de ficar ou não do nosso lado.
E como ficar do nosso lado?
Primeiramente aceitando-nos exatamente como somos, procurando nos conhecer, e aí sim ir fazendo os pequenos acertos para nosso crescimento e expansão.
Ainda bem que acordei a tempo e percebi que a pessoa mais importante da minha vida sou eu, e como tal, mereço a melhor toalha, o sabonete novo, a melhor louça e o jogo de taças de cristal da vovó que guardamos no armário só para ocasiões especiais. Como fazemos quando chega uma visita importante em nossa casa.
E por que será que tratamos tão bem uma visita e não tratamos bem a nós mesmos?
Somos rígidos, exigentes, não podemos errar. Somos verdadeiros pais severos, em que carinho é algo que passa longe da nossa cabeça em nos oferecer.
E por que somos tão exigentes? Controle de qualidade, mania de perfeição?
É preciso se observar, se pesquisar… No meu caso foi excesso de perfeccionismo. Mas só você pode responder isso, já que cada ser humano é um universo completamente diferente do outro em função de diferentes experiências e vividas.
Em geral, o que acontece é que passamos mais tempo preocupados com a vida lá fora do que com a vida aqui dentro.
Não importa os motivos e/ou desculpas que você tenha para estar distante de si, mas sim que podemos mudar isso.
Penso que mais cedo ou mais tarde precisamos nos voltar para dentro. Isso faz parte do nosso processo de maturidade, do nosso crescimento. E, muitas vezes, por medo do que podemos encontrar, evitamos isso ao máximo possível, até que nos deparamos com a real necessidade de fazer esta viagem interna ou estaremos condenados à estagnação.
Você pode me dizer:
_ Não estou entendendo nada…
É como um jogo eletrônico, se você não vence esta fase, não passa para a seguinte. E, vencer esta etapa, pode estar associada a encontrar passagens que fazem você encontrar tesouros, decifrar códigos secretos, chaves que levam a abertura de portas, para só assim aumentar seu level e, enfim, mudar de fase…
Haverá cômodos mais empoeirados, mais escuros, uns passaremos mais tempo limpando ou buscando melhor entendê-los. Outros você só entenderá com o passar do tempo.
Mas também haverá cômodos muito claros, nítidos e iluminados, verdadeiras jardineiras dentro de nossa “casa interior”.
E por mais que tenhamos receio deste encontro conosco, talvez por parecer tratar-se de algo novo, e tendemos a ter medo do que é desconhecido… É bom lembrar que estamos tratando de nós, e mesmo que ainda não saibamos disso, se existe alguém que temos real afinidade, somos nós!
Comece!
Dê o primeiro passo em sua direção, dando uma esticadinha na zona de conforto, e se enchendo de coragem para este mergulho interior.
 
Apaixone-se por você!
Afinal de contas, quem não quer ter o próprio nome no topo da lista de melhores amigos?
Então, que tal da próxima vez que for ao cinema, convidar você para ir junto? Pode ser um bom começo.
A gente se vê!
Magaly Evangelista
Quer saber mais?
20 Meninas

 

Gostou?
Comente!
Recomende aos amigos!