JOGA TINTA!!!

Estive em São Paulo faz uns dias…

Hum… espera…

Preciso repetir isso em letras grandes e em negrito:

_ SÃO PAULO!

Amo São Paulo!

E, sempre que posso, gosto de homenagear a cidade que escolhi para amar de graça…

Morei em São.Paulo alguns anos, não gosto de lembrar quantos, porque sempre vou achar que foram poucos…

Você pode pensar:

_ Mas por que “cargas d’água ” ela está falando isso hoje?

_ No que vai me acrescentar a vida, saber que ela ama São Paulo?

Pois é… Vou explicar…

Nesta minha recente e curta visita a São Paulo, andando ocasionalmente pelos meus lugares preferidos, eu notei uma coisa em mim.

Fazia tempo que eu não visitava a cidade… E, coincidentemente, passei por ruas em que morei, por lugares extremamente importantes para mim.

Percebi, então, que estes lugares, eu os via hoje com um outro olhar…

Parece óbvio, afinal os anos se passaram… mas como vivo num processo investigativo sobre mim, achei que tinha mais “farinha neste angu”…

Recordei-me a primeira vez em que vi estes lugares, e o brilho nos olhos que eu tinha. Fiz um esforço, busquei de novo vê-los daquela forma encantada de outrora e nada…

Estou falando isso, porque para mim uma das coisas mais importantes para nos manter com vivacidade, é a capacidade de se encantar com as coisas, com um certo e precioso entusiasmo…

O mesmo que acontece com as crianças, que ao ver algo que realmente curtem, pela primeira vez ou não, imediatamente e sem filtros, exclamam:

_ UAU!

Trata-se, às vezes, de algo que para nós seria simples, como se deparar com um gatinho, ou um ratinho… como brilhantemente narra Giuseppe Povia, que teve sua música traduzida do italiano para o português, especialmente para um comercial da Kinder Ovo…

Posso até ousar afirmar, que quem perde a possibilidade de se encantar com as coisas, de dizer “UAU”, pode ir mal das pernas neste mundo…

Por muito tempo, no passado, eu vivia exclamando:

_ A vida é preta e branca, a gente é quem colore, quem joga tinta. – Joga tinta, joga tinta!

Não estava de todo errada, pois depende de nós, ao estarmos diante de uma adversidade da vida, fazermos dela algo melhor, tirando lições e aprendizados, driblando-a em direção a solução, e não se permitindo atolar-se cada vez mais na areia movediça de uma fatalidade.

Como diz os ensinamentos do meu querido autor, o americano James Arthur Ray, diante de uma adversidade pergunte imediatamente:

_ O que há de maravilhoso nisso?

Até pelas Leis da Física tudo que tem um pólo negativo, tem um pólo positivo.

Originalmente as palavras de Ray no seu majestoso livro “Prosperidade Harmônica”, são:

“O que há de incrível nisso?”

“A Física Quântica nos diz que todo elétron, que tem uma carga negativa, precisa ter um pósitron correspondente, que carrega uma carga positiva. Em linguagem leiga, isso significa que, se uma coisa parece realmente terrível, é preciso que ela também contenha algo incrível. Ela tem que conter – é uma lei científica.”

Todavia, agora penso um pouco diferente, uma versão melhorada eu diria deste meu conceito.

Hoje, creio que nascemos no bem-estar e nós é que nos distanciamos dele, e assim vamos descolorindo nossas vidas…

Para eu ter certeza disso, basta dar uma olhada pela minha janela, e ver lá fora um dia de céu azul e de concórdia das flores e árvores…

Você pode dizer:

_ Ah, mas a realidade física ao meu redor é outra, bem diferente…

Ok…

Então, olhe só um pouco ALÉM da sua “realidade ruim” criada, sem sombra de dúvidas, por suas escolhas anteriores, e, com certeza, irá encontrar sinais de uma natureza harmônica…

E é esta harmonia que por vezes observo pela minha janela, é que me faz pensar, que eu possa também fazer parte dela…

Eu faço parte do TODO, apesar de ser uma pequena partícula do Universo.

Outro dia, antes de dormir, brinquei disso:

Fechei os olhos, e me vi deitada na cama, em um quarto de um apartamento. Fui subindo e pude visualizar o prédio onde moro, e cada vez me via mais longe.

Pude ver o Bairro, a Cidade… – como se avistasse do avião, quando está próximo a aterrissar -.

Fui subindo, vi o Estado, e logo tudo ficou com cara de mapa.

Vi meu País, meu Continente, o Planeta Terra… Lindo…

Encontrei-me, então, na órbita, entre os Planetas do Sistema Solar. Fui me distanciando mais, e vi a Via Láctea! Depois uma infinidade de galáxias…

Fiquei ali, minúscula, e, ao mesmo tempo, grandiosa, Sentindo-me imensa! Tudo parecia não ter fim, nem início…

A única referência que eu tinha era Eu.

Fiz o caminho de volta, em uma velocidade bem mais rápida.

Ao chegar na minha cama, em mim, percebi que se eu quisesse entrar no microcosmo, até células, átomos, etc… tudo realmente seria igual, a minha referência seria sempre Eu.

Por mais que eu me achasse pequena diante disso tudo, da Natureza, do Universo, EU SOU PARTE DELES, e se eu melhoro minha vida, se eu fico feliz, eu mexo no TODO!!!

Finalmente, emocionada expressei baixinho, quase em um sussurro:

_ UAU!

Isso não é fantástico??? Eu faço parte dessa maravilha toda!

EU SOU NECESSÁRIA AO UNIVERSO!!!

E, quando as coisas não estiverem 100%, eu posso ver um pouco além de mim, buscar energias de outras partes do TODO que estejam melhores do que esta minúscula parte que não está, neste breve instante!

Isso me fez um bem imenso e me deu uma esperança tão grande, que não pude deixar de contar para você!

Acorde! Pára de olhar só para seu umbigo, expanda sua visão, e aí sim perceba o que em você é grandioso e entre em harmonia com esta melodia linda que o Universo toca o tempo todo, e que você só não fica bem se não se afinar com ela!

A vida está preta e branca?

_ JOGA TINTA, JOGA TINTA!

Magaly Evangelista

Curioso?

Giuseppe Povia – Quando as crianças fazem Uau!!

Giuseppe Povia – Il bambini fanno ooh!

James Arthur Ray

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Desviando da BOLA DE LIXO…

Estes dias peguei-me triste, coração apertado… procurei, então, perceber a emoção e comecei a pesquisar de onde vinha, buscando qualquer pista que pudesse ter a ver com a sensação que eu estava sentindo naquele instante.

Voltei o filme em minha mente, que nem quando você volta a fita, quadro a quadro, desde o momento em que me dei conta do mal-estar, até encontrar o momento anterior onde eu estava bem…

Já faz algum tempo que tenho este hábito, desde quando resolvi estudar mais a fundo as minhas emoções.

Ao invés de fugir da sensação como é a reação mais comum, varrendo-as para baixo do tapete, eu as investigo, de forma tranquila, mas precisa.

Muitos podem achar que este processo de investigação da dor é pior, contudo eu posso garantir:

Mexer na dor dói, não mexer dói mais ainda.

Vivo dizendo isso aos alunos do Curso de Formação em Programação Neurolinguística (PNL) na Central Kau Mascarenhas, onde sou Assistente de Trainer.

E, como não estou aqui para perder reencarnação, quero mais é me livrar de dores, ressentimentos, culpas, mágoas… enfim… Todos estes sentimentos que nos “empacam”, e nos levam ao mal-estar.

Identifiquei então a Emoção Gatilho, ou seja, onde nasceu a emoção que me fez começar em uma sensação de sentir mal… E bati um papo comigo sobre o que me afligia…

Tratava-se de uma situação pequena, que rapidamente desatei o nó e segui meu dia. Mas talvez se eu não estivesse perceptiva as minhas emoções, isso tivesse se tornado bem maior…

Lembrei-me rapidamente do Richard Carlson, escritor, psicoterapeuta e palestrante motivacional americano, infelizmente falecido precocemente em 2006, aos 45 anos de idade.

Seu livro mais conhecido foi “Não Faça Tempestade Em Copo D’Agua….”, porém meu livro preferido de sua autoria chama-se “Você pode ser feliz”.

Ganhei este livro da Leonor Arocha, uma atriz e mulher incrível que a vida fez a gentileza de colocar em meu caminho!

Nós tínhamos grandes afinidades! A maior delas, além da mesma profissão de atriz, o gosto pela leitura e autoconhecimento.

E foi com um sorriso nos lábios, aliás adorno constante em seu rosto, que ela me apresentou a Richard Carlson!

Em “Você Pode Ser Feliz”, o autor aborda algo tão genuíno, mas que é fantástico, sobre os Estados de Ânimo.

Às vezes, amanhecemos de um jeito mais “na nossa”, mais reflexivo, de astral baixo, porém não necessariamente é algo sério.

“Quando você entende que é seu ânimo – não sua vida – o que mudou de repente, passa a ter uma perspectiva melhor. Essa nova perspectiva ensina a gente a levar os pensamentos menos a sério quando não se sente bem – a pensar mais devagar e desviar a atenção daquilo em que se está pensando.”   Richard Carlson

Pode parecer simples, mas naquela época eu achava que deveria dar atenção a todo pensamento que me passasse pela cabeça.

Eu acreditava que se o pensamento chegasse a minha mente, algum motivo tinha e necessitaria de toda atenção…

Tomar conhecimento sobre esses ensinamentos foi um grande diferencial para mim, naquele momento.

No entanto, a grande sacada é perceber que pode ficar mais sério sim, se colocarmos nossa atenção nisso e aumentarmos a dimensão de forma desnecessária.

A autora Lynn Grabhorn em seu livro: “Com licença, sua vida está esperando”, infelizmente ainda não publicado no Brasil, podendo apenas ser encontrado em português, pela Editora Sinais de Fogo em Portugal, diz algo que possivelmente muitos já sabem sobre a Lei da Atração:

Nosso pensamento e sentimento atraem coisas.

Mas o que é bem interessante que ela fala, e pertinente neste tema, é que quando um pensamento se junta a outro pensamento igual, que você pensou sobre a mesma coisa, em um momento anterior, torna-se mais forte.

E quanto mais pensamentos da mesma coisa, mais potente vai ficando…

Porém, estes pensamentos agrupados e tão potentes, quando se juntam aos pensamentos da mesma natureza, de outras pessoas, torna-se muito maior e ainda mais forte.

Se o pensamento for positivo, proativo, ok. Mas, e se este pensamento for negativo?

Funciona da mesma forma.

Aí você pode dizer:

_ Ah tá… mas onde entra a BOLA DE LIXO?

Exatamente aqui!

Lynn diz que quando estes pensamentos negativos se unem aos pensamentos negativos de outras pessoas, forma uma imensa bola recheada de pensamentos com vibrações negativas, que ela chama de BOLA DE LIXO.

Se você não investir vibrar em uma energia positiva constantemente, esta BOLA DE LIXO, cada vez mais forte, em algum momento, baterá em você.

Mas, o que é mesmo esta BOLA DE LIXO?

Seus pensamentos negativos sobre algo, somados a outros da mesma natureza.

Por exemplo, contas a pagar:

Cada vez que você tem contas a pagar, e ao receber as contas fica mal, triste com isso, você emite uma vibração negativa. Esta se une as vibrações negativas que você vibrou, quando recebeu as contas do mês passado, que se une também as vibrações que você emite, quando precisa comprar algo novo e lembra que você está endividado.

Estas vibrações suas, se unem a de outras pessoas com vibrações iguais, que se une a de outra, e a de outra… e isso forma a tal BOLA DE LIXO.

E esta bola bate em você, trazendo mais e mais falta de dinheiro.

A coisa vai ficando cada vez pior, até que você mude de vibração e a bola não possa mais te alcançar. Não estarão mais vibrando na mesma sintonia.

Esse mesmo exemplo poderia ser aplicado a relacionamentos amorosos, saúde, etc…

Observe bem, ninguém está dizendo para de uma hora para outra você virar o Rei do Pensamento Positivo ou a Mulher Sorriso.

Pensar em coisas positivas e negativas faz parte, o que estou pontuando é para você não levar tanto tempo nutrindo os negativos!

Finalizando, não poderia deixar de homenagear o Richard Carlson, com uma frase que pode ser muito útil:

“E por que nossos pensamentos parecem tão reais?
 Porque somos nós que o criamos.”

Na próxima vez que se sentir um pouco triste, pare um pouco, busque a emoção que te incomoda, e converse com você, ressignificando. reciclando as emoções, afinal, queremos passar bem longe desta tal BOLA DE LIXO!

Magaly Evangelista

26 de maio de 2010.

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